Estou com colesterol alto, e agora?

 

Imagine seu sangue como um rio que transporta nutrientes e oxigênio para todo o corpo. Nele, flutuam pequenas partículas de gordura, chamadas lipídios, que são importantes para diversas funções, como a produção de hormônios e a proteção das células.

O problema surge quando há um desequilíbrio nesses lipídios, principalmente no colesterol e nos triglicerídeos. É aí que entra em cena a dislipidemia, que é como se o rio estivesse com excesso de gordura, o que pode causar problemas.
O colesterol LDL (ruim) e os triglicerídeos altos podem se acumular nas paredes das artérias, formando placas que as estreitam e endurecem. Isso dificulta a passagem do sangue, aumentando o risco de doenças graves, como infarto, AVC e Trombose.

geralmente não apresenta sintomas, o que a torna um problema silencioso e perigoso. Na maioria dos casos, ela só é detectada através de exames de sangue.

Embora a dislipidemia não cause sintomas específicos, algumas pessoas podem apresentar manifestações relacionadas às complicações que ela pode causar, como:

  • Dor no peito: pode ser um sinal de angina ou infarto, especialmente em pessoas com histórico de doenças cardíacas.
  • Falta de ar: pode indicar obstrução das artérias coronárias, dificultando o fluxo de sangue para o coração.
  • Tontura ou desmaio: podem ser causados por queda na pressão arterial ou redução do fluxo sanguíneo para o cérebro.
  • Formigamento ou dor nas pernas: podem ser sinais de doença arterial periférica, que ocorre quando as artérias das pernas se estreitam ou se obstruem.
  • Dor abdominal intensa: pode ser um sinal de pancreatite aguda, uma inflamação grave do pâncreas que pode ser causada por níveis muito altos de triglicerídeos.

É importante lembrar que esses sintomas não são específicos da dislipidemia e podem estar relacionados a outras condições. Por isso, é fundamental consultar um médico para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

O diagnóstico não é feito baseado apenas nos valores dos exames, e sim no que a gente chama de Risco Cardiovascular, que é é definido como a probabilidade de um indivíduo ter um evento vascular maior
(infarto, acidente vascular cerebral [AVC] ou morte cardiovascular) durante um período de 10 anos. Esse risco leva em conta fatores como idade, histórico familiar, tabagismo, pressão alta e diabetes, além dos números do colesterol e dos triglicerídeos. Assim, o risco cardiovascular oferece ao médico uma visão mais completa para entender a probabilidade de uma pessoa desenvolver problemas como infarto ou AVC.

É o risco cardiovascular, e não apenas o valor isolado do colesterol, que define a necessidade de usar medicação. Por exemplo, alguém com colesterol alto e fatores de risco, como diabetes ou hipertensão, pode precisar de um tratamento mais forte. Já uma pessoa com colesterol no limite, mas sem outros fatores de risco, talvez não precise de remédios e possa fazer o controle com mudanças no estilo de vida. Dessa forma, o tratamento é mais adequado às necessidades de cada paciente.
Em pacientes sem doença cardiovascular estabelecida, o risco é bastante heterogêneo. Para estimá-lo, recomenda-se aplicar escores de predição de risco, apresentados em tabelas de estimativas de risco e calculadoras clínicas interativas disponíveis on-line ou como aplicativos em dispositivos móveis.

Sugiro a calculadora de Risco Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia:

http://departamentos.cardiol.br/sbc-da/2015/calculadoraer2017/etapa1.html


O tratamento geralmente envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida e medicamentos, quando necessário.

Medicamentos:

Em alguns casos, o médico pode prescrever medicamentos para baixar o colesterol LDL, aumentar o colesterol HDL ou reduzir os triglicerídeos. Os tipos de medicamentos mais comuns incluem:

  • Estatinas: reduzem a produção de colesterol no fígado.
  • Resinas sequestradoras de ácido biliar: se ligam ao colesterol no intestino e o impedem de ser absorvido pelo corpo.
  • Ezetimiba: reduz a absorção de colesterol no intestino.
  • Ácidos graxos ômega-3: aumentam os níveis de colesterol HDL e podem reduzir os triglicerídeos.
  • Inibidores da PCSK9: reduzem a produção de colesterol LDL no fígado.

 

Autogerenciamento (Self - Management)

O autogerenciamento da dislipidemia, também conhecida como distúrbio dos lipídios, é um processo fundamental para controlar os níveis de lipídios no sangue e reduzir o risco de doenças cardíacas e vasculares.

Ao assumir a responsabilidade pela sua saúde e adotar hábitos saudáveis, você pode melhorar significativamente a qualidade de vida e prevenir complicações graves.

  • Compreenda a sua dislipidemia: Converse com seu médico sobre os resultados do seu perfil lipídico; Entenda o significado dos níveis de colesterol total, LDL (ruim), HDL (bom) e triglicerídeos; Identifique seus fatores de risco para doenças cardíacas, como histórico familiar, idade, sexo, hábitos de vida, etc.
  • Conheça seus medicamentos: Compreenda a ação, dosagem, horário ideal e possíveis efeitos colaterais de cada medicamento prescrito. Mantenha um registro atualizado dos seus medicamentos e leve-o sempre que consultar um profissional de saúde.
  • Descubra e incorpore hábitos vão te ajudar nessa jornada: 

Monitore seus níveis de lipídios:

  • Faça exames de sangue regularmente para verificar seus níveis de lipídios.
  • Siga as orientações do seu médico sobre a frequência dos exames.

Sites e materiais educativos: Explore sites confiáveis e materiais educativos sobre diabetes para aprender mais sobre a doença e como gerenciá-la de forma eficaz

Referências bibliográficas:

 

Capítulo 31 – Duncan

Simplificar a promoção de saúde é o meu propósito.
Através de um acompanhamento integral, construiremos uma jornada de cuidado continuado com ferramentas práticas para uma mudança de estilo de vida duradoura.

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Melissa Galvão - Doctoralia.com.br

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